Para mim é simplesmente impossível ler um livro e não ficar mega ansiosa pela adaptação (quando ela existe, é claro). E não foi diferente com Naomi & Ely e a Lista do Não Beijo do David Levithan e da Rachel Cohn. O livro está longe de ser perfeito, mas ao meu ver esse é aquele tipo de estória que se encaixa melhor em outros formatos. Eu me apaixonei pelo trailer mesmo com os defeitos do livro e acabei ficando com bastante expectativas para o filme. No fim acabei amando a adaptação e não vejo como poderiam ter feito um trabalho melhor com esse material.
Cidades de Papel é o meu segundo livro favorito do John Green (e olha que dizer isso não é pouco!), mas entendo porque muita gente não goste tanto dele assim. O livro é muito mais introspectivo e se foca principalmente no desenvolvimento pessoal do seu personagem e é exatamente por isso que eu fiquei com medo quando soube que ele seria adaptado para o cinema. Uma das coisas que eu mais amo no livro são as suas metáforas e suas reflexões, coisas praticamente impossíveis de se passar para as telas. Mas posso afirmar que fiquei muito feliz com o filme e, principalmente, em perceber que ele conseguiu passar as mesmas mensagens do livro. Isso, para mim, é o mais importante.
Como eu disse, é muito difícil traduzir para o cinema todos os pensamentos e todas as reflexões que o John Green colocou no seu livro e é por isso que achei uma escolha muito inteligente dos roteiristas de optarem por trabalhar com apenas alguns pontos da estória original. O filme tem alguns focos bem delineados, o de mostrar toda aquela reflexão de não enxergamos as pessoas como elas são, mas sim um imagem que criamos (que comentei melhor na resenha do livro), o de mostrar o crescimento pessoal do Quentin, mas, principalmente, a sua relação com os amigos e a passagem da adolescência para a vida adulta. Não vou dizer que não me senti mal vendo todo o trabalho de reflexão presente no livro ser deixado de lado, mas entendi essa escolha e, na minha visão, foi passado para as telas tudo que era cabível e coerente com o filme que estavam produzindo. E fizeram isso com maestria! Todas essas mensagens são passadas de maneiras maravilhosas e marcantes, trazendo para a vida a narrativa e a incrível visão de mundo do Johh Green,
Eu li The Duff, da autora Kody Keplinger, no começo desse ano por dois motivos: eu vi uma resenha muito legal sobre o livro e adorei o trailer da adaptação. Infelizmente eu não gostei tanto assim do livro. Ele não tem nada de ruim, apenas não conseguiu me prender e me envolver como deveria. É uma boa estória que levanta uns debates interessantes, mas que não me marcou. Tanto que não tive vontade de fazer uma resenha dele.
Mas uma coisa eu soube desde o meio da leitura: o filme tinha mudado muito coisa!
Divergente foi, de longe, uma das melhores adaptações que já vi na vida, além de um filme por si só incrível. E tendo Insurgente como meu livro favorito de toda a trilogia não posso negar que desde o lançamento do primeiro filme já estava ansiosa para ver a continuação. Mas no momento em que assisti o primeiro trailer do filme já soube na hora a fidelidade que vimos no primeiro não iria continuar. E infelizmente eu estava certa.
Olhando para os três filmes de Jogos Vorazes que tivemos até agora é absurdo o tamanho da evolução, tanto da estória quanto dos personagens. A Esperança - Parte I é um filme mais forte e muito mais emocional do que os anteriores e mostra uma seriedade que nós não tínhamos visto até agora. Eu já disse isso algumas vezes, mas não gosto de A Esperança, foi um livro que mudou muito a visão positiva que eu tinha da trilogia e por isso eu não estava tão ansiosa por esse filme quanto pelos dois anteriores. Mas se tem algo que posso afirmar com certeza agora é que as adaptações de Jogos Vorazes estão me fazendo gostar muito mais dessa estória, porque o que essa primeira parte de A Esperança despertou em mim foi admiração e a certeza de que o que vem pela frente vai fazer história.
Garota Exemplar foi um livro que me surpreendeu absurdamente. Não pelo seu mistério - que você consegue facilmente descobrir antes da hora - mas sim pelo jogo psicológica feito pelos personagens, pelo questionamentos que levanta e pela forma com que a autora suga o leitor para dentro da sua história. E filme de Garota Exemplar é, de longe, uma das adaptações mais bem feitas que já tive a oportunidade de assistir. Não só por se manter fiel aos acontecimentos, mas também por trazer esse mesmo clima de tensão psicológica, apresentar a mesma crítica e conseguir manter a tenção completa de quem assisti durante suas duas horas e meia de duração.
Logo depois de ler O Doador de Memórias eu fui assistir novamente ao trailer do filme a única coisa que conseguia pensar foi: Que droga é essa?!? Porque por mais que eu tenha tido meus problemas com o livro, ainda doí ver um livro ser tão descaracterizado, tão modificado, em uma adaptação. Foi por isso que entrei sem expectativa nenhuma e fui completamente surpreendida. O Doador de Memórias dá uma verdadeira aula de como se adaptar uma estória das páginas para as telas.
Se Eu Ficar foi a minha primeira leitura do ano, e o mais impactante para mim foi que eu comecei a leitura sem saber nada, nada mesmo, da estória. Sim, nem mesmo o principal evento que acontece logo no começo e que vocês podem descobrir lendo a resenha ou assistindo ao trailer. Eu não estava esperando por aquilo e, de repente, eu estava lá, em choque, completamente fisgada por aqueles personagens e chorando. Chorando muito. Foi só quando terminei o livro que descobri que ele estava sendo adaptado e na hora eu já sabia que se fosse bem feito, daria um filme maravilhoso. E depois de trailers lindos - que, sim, me fizeram chorar - entrei na sala de cinema esperando muita coisa e fico muito feliz de dizer que o filme está perfeito. Tão emocionante, apaixonante e lindo quanto o livro.
Quando peguei A Culpa É Das Estrelas nas mãos, há quase dois anos, eu não imaginava nem um por cento do que era aquela estória que estava prestes a conhecer. Foi uma leitura rápida - que durou apenas uma tarde -, mas que mexeu comigo e me marcou de várias formas. Eu me apaixonei pela estória, chorei por uma semana sempre que lembrava do livro, mas, acima de tudo, conheci a escrita do John Green. Um autor incrível que tem uma maestria ímpar para falar sobre adolescentes e para adolescentes e tem um censo de humor incrível, assim como sua sensibilidade e, principalmente, inteligência. A partir daí virei fã dele e dos seus outros livros, mas nada se iguala, para mim, a ACEDE.
Mesmo com a decepção que tive com o terceiro livro, Divergente ainda é uma das minhas séries favoritas. A Veronica Roth criou um mundo muito bem detalhado, interessante e com personagens fortes, além de ter uma coragem gigantesca para conduzir sua estória. Por isso eu torcia e esperava para que o filme fizesse jus a sua obra original e conseguisse atingir o potencial presente no livro. E depois de ter que esperar dias para poder assistir, quando finalmente sai do cinema a única coisa que eu pensava era quão incrível foi o filme e como, apesar de alguns pequenos defeitos, eu não poderia estar mais satisfeita com o que assisti.
Sempre imaginei que começaria esse texto falando da emoção que é ver a sua série favorita ganhar vida na tela dos cinemas, mas, como vocês sabem que não foi bem assim que aconteceu. O filme foi muito prejudicado de diversas formas, mas o pior foi terem cancelado a exibição dele no Brasil. É muito triste ter que admitir ter recorrido a formas ilícitas, eu tive que assistir a adaptação pela qual eu esperei anos em qualidade gravada no cinema e sem legenda e por mais que isso tenha sido horrível, eu consegui, eu vi Vampire Academy!
E o que eu posso dizer é que é uma pena. É uma pena que tenham sabotado o filme lá fora e aqui porque ele é incrível, tem seus problemas, é claro, mas é maravilhoso para qualquer fã e tinha um grande potencial para conquistar os não fãs também.
A Menina Que Roubava Livros, do Markus Zusak, é, sem dúvida, um dos livros mais famosos e mais amados que conheço e é por isso que a sua adaptação era um dos filmes mais esperados desse ano. Eu terminei de ler o livro no mesmo dia que assisti ao filme e por ter amado tanto a estória de Zusak eu não poderia ter ficado mais satisfeita com a adaptação.
Em Chamas não estava no topo da minha lista de adaptações mais esperadas pelo simples motivo de que depois da minha experiência decepcionante com A Esperança eu perdi o entusiasmo com a série como um todo. Porém, eu tinha me esquecido com Em Chamas ainda era incrível! Um filme espetacular, seja por si só ou como adaptação.
Antes de tudo existe uma diferença crucial entre o livro Bling Ring - A Gangue de Hollywood e o filme de Sofia Coppola: enquanto o livro é um artigo jornalístico, o filme traz uma visão romantizada desses acontecimentos. Portanto esperar que o filme traga todas as reflexões e referências do livro é um ilusão.
A Bling Ring é um grupo de adolescentes de classe média que, entre 2008 e 2009, entraram nas mansões de famosos como Paris Hilton, Lindsay Lohan e Orlando Bloom para assaltarem itens dos seus closets, como roupas e acessórios, para eles mesmo usarem. A futilidade desses roubos, a facilidade com que foram feitos, a cara de pau desses jovens e suas motivações chocaram a mídia e levaram a jornalista Nancy Jo Sales em uma busca "pela verdade" enquanto escrevia sua matéria sobre a Bling Ring para a Vanity Fair. Os depoimentos, as entrevistas e as pesquisas feitas pela jornalista foram o material que Sofia Coppola utilizou para fazer o seu filme.
Desde que li Cidade dos Ossos no ano passado venho contado os dias para a estréia da adaptação e torcendo com todas as minhas forças para que fosse fiel e digna ao livro da Cassandra Clare. E o fato de todo o material de divulgação terem me agradado só aumentou ainda mais a minha expectativa para o filme e, depois de finalmente assistir, posso dizer que saí satisfeita e feliz do cinema.
Já comentei aqui diversas vezes que nós sempre erramos ao esperar que uma adaptação seja, vírgula por vírgula, totalmente fiel ao livro que lhe deu origem. É praticamente impossível! Por isso aceito de bom grado quando mudanças inteligentes e que não interferem demais no resultado final são feitas e é isso que acontece em Cidade dos Ossos. Pode ser que por não ter a estória do primeiro livro tão fresca na cabeça tenha ajudado, ou por saber que a estória desse primeiro volume é meio fraca e inserir elementos dos outros livros com antecedência foi uma boa ideia para instigar a curiosidade daqueles que não leram a série, que no caso é a maioria. Resumindo, para mim, essa foi uma das adaptações mais fiéis que eu já vi e poder falar isso de uma das minhas séries (e personagens) favoritos é incrível.
É sempre difícil como fã de determinado livro ou série comentar sobre suas adaptações porque sempre queremos que aquela estória passe para as telas com a mesma perfeição que existe nos livros. Porém nunca é exatamente assim. No caso de Percy Jackson é ainda mais difícil já que o filme do primeiro livro, O Ladrão de Raios, foi muito polêmico e decepcionante. O Mar de Monstros veio com a promessa e expectativa de consertar os - inúmeros - furos do primeiro filme e ser mais fiel a obra de Rick Riordan. E posso adiantar que, apesar de várias mudanças e alguns deslizes (como a ideia infeliz da cena com Cronos), eu saí feliz e satisfeita do cinema.
Orgulho E Preconceito (2005)
Antes de falar sobre o filme, vou contar um pouquinho sobre livro. Orgulho E Preconceito é a obra-prima da autora Jane Austen e é considerado um clássico da literatura inglesa e que completa 200 anos agora em 2013. Ele conta a estória da família Bennet, composta pelo Sr. e Sra. Bennet e suas cinco filhas, Jane, Elizabeth, Mary, Kitty e Lydia, onde a mãe das meninas tem como objetivo da vida encontrar maridos ricos e bonitos para suas filhas, já que elas não herdarão nada quando o Sr. Bennet morrer, o que irrita a segunda filha mais velha, Elizabeth, que quer muito mais da vida do que simplesmente arrumar uma marido que a mãe e os bons costumes aprovem. Tudo começa quando se muda para vizinhança Sr. Bingley, um jovem rico e solteiro que logo se interessa pela doce Jane. Porém, para infelicidade de Elizabeth, ele traz com ele seu melhor amigo, Sr. Darcy, um homem esnobe, orgulhoso e antissocial que desperta seu desagrado quase que imediatamente. E, a partir daí, se desenrola o enredo.
Depois de ver muitas críticas negativas ao filme, cheguei no cinema já esperando o pior e talvez seja por isso que eu tenha até gostado da adaptação de Dezesseis Luas para o cinema. Mas o "gostado" aqui vem com uma grande ressalva: gostei porque querendo ou não o filme seguiu a linha original do enredo do livro, porém ao mesmo tempo deixou de fora muito da magia de Gatlin e da personalidade dos personagens.
Depois que li Sangue Quente (resenha aqui) e vi o trailer do filme, já me preparei para uma adaptação pouco fiel, ao tornarem o filme mais voltado para o lado cômico que no livro só acontece mesmo quando as situações se tornam tão bizarras que ficam engraçadas. Mas, por incrível que pareça, essa foi uma das poucas adaptações realmente boas e fiéis em meio a tantas decepções nos últimos tempos.



















