Cidades de Papel é o meu segundo livro favorito do John Green (e olha que dizer isso não é pouco!), mas entendo porque muita gente não goste tanto dele assim. O livro é muito mais introspectivo e se foca principalmente no desenvolvimento pessoal do seu personagem e é exatamente por isso que eu fiquei com medo quando soube que ele seria adaptado para o cinema. Uma das coisas que eu mais amo no livro são as suas metáforas e suas reflexões, coisas praticamente impossíveis de se passar para as telas. Mas posso afirmar que fiquei muito feliz com o filme e, principalmente, em perceber que ele conseguiu passar as mesmas mensagens do livro. Isso, para mim, é o mais importante.
Como eu disse, é muito difícil traduzir para o cinema todos os pensamentos e todas as reflexões que o John Green colocou no seu livro e é por isso que achei uma escolha muito inteligente dos roteiristas de optarem por trabalhar com apenas alguns pontos da estória original. O filme tem alguns focos bem delineados, o de mostrar toda aquela reflexão de não enxergamos as pessoas como elas são, mas sim um imagem que criamos (que comentei melhor na resenha do livro), o de mostrar o crescimento pessoal do Quentin, mas, principalmente, a sua relação com os amigos e a passagem da adolescência para a vida adulta. Não vou dizer que não me senti mal vendo todo o trabalho de reflexão presente no livro ser deixado de lado, mas entendi essa escolha e, na minha visão, foi passado para as telas tudo que era cabível e coerente com o filme que estavam produzindo. E fizeram isso com maestria! Todas essas mensagens são passadas de maneiras maravilhosas e marcantes, trazendo para a vida a narrativa e a incrível visão de mundo do Johh Green,









