Depois que li Sangue Quente (resenha aqui) e vi o trailer do filme, já me preparei para uma adaptação pouco fiel, ao tornarem o filme mais voltado para o lado cômico que no livro só acontece mesmo quando as situações se tornam tão bizarras que ficam engraçadas. Mas, por incrível que pareça, essa foi uma das poucas adaptações realmente boas e fiéis em meio a tantas decepções nos últimos tempos.
Sinopse: R é um jovem vivendo uma crise existencial – ele é um zumbi. Ele perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Ele não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a ‘vida’ de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro.
Título: Sangue Quente
Autor(a): Isaac Marion
Páginas: 256
Editora: Leya
Avaliação: 5/5
Nunca fui muito fã de zumbis, mas por esse livro tratar deles de uma forma completamente diferente eu resolvi arriscar. E valeu a pena, não só pela história em si, mas pela escrita do autor e pela maneira como ele conseguiu criar personagens tão críveis e que parecem extremamente reais.



